A
prolactina é um hormônio secretado pelos lactotrofos, células
especializadas de uma glândula no cérebro. Obviamente, o perfeito
funcionamento de nosso corpo sofre influência de experiências emocionais e outras condições físicas,
como doenças de base, doenças agudas, etc. Na gestação os níveis de
prolactina aumentam em torno de 10 a 20 vezes a mais ( a fim de preparar
as mamas para a amamentação) do que o normal, cai drásticamente durante
o parto e volta a subir no puerpério, normalizando-se nas próximas 5
semanas. Mas o que pode diminuir a síntese de prolactina no período de
lactação?
- Elevação dos níveis de dopamina - Dopamina elevada demais – baixa na síntese e liberação de prolactina.
A Dopamina é uma droga vasoativa com efeito dilatador, precursora
natural da adrenalina e noradrenalina, os quais são estimulantes do
sistema nervoso central. Em doses elevadas promovem vasoconstrição renal
. As vias dopaminérgicas são:
Vias mesolímbicas – Dopamina está relacionada ao pensamento,
tanto que se aumentarmos a dose de dopamina o individuo tem manias, se
diminuirmos a dose ele tem depressão. A esquizofrenia é o excesso de
dopamina.
Via Nigro- estriatal – Dopamina estabiliza os movimentos – Parkinson é escassez de dopa
Via Túber-Infundibular – Dopamina na hipófise inibe a prolactina.
Via Meso-cortical – Dopamina atua no apetite
- GABA – Principal neurotransmissor inibidor do sistema nervoso central . Inibe muito menos do que a dopamina.
E o que pode aumentar os níveis de prolactina?
-
Serotonina – Fazer coisas que você gosta (que lhe dê prazer), atividade
física, leitura, descanso, uma boa conversa animada, alimentos (banana,
abacate, mel, nozes, tofu, canela, gérmen de trigo...). Entenda que os
alimentos não aumentam a produção de leite, mas favorece a liberação de
serotonina, que por sua vez pode favorecer a síntese de prolactina.
Principalmente – AMAMENTAR EM LIVRE DEMANDA!!
Trocando
em miúdos: Quando a mãe tem dificuldade para lidar com eventos
estressores corriqueiros (coping), ou vive um grande evento estressor, a
concentração sanguínea de dopamina e adrenalina se elevam de tal
maneira que bloqueia a liberação de prolactina, o que pode diminuir a
produção de leite materno para o bebê. Contudo, a medida que a mãe se
acalma, os batimentos cardíacos retomam o ritmo, a pressão sanguinea se
normaliza, a prolactina vai sendo liberada com cada mamada do bebê. Se
sentir que a produção de leite diminuiu, relaxe, respire fundo,
tente afastar-se do que estar lhe causando estresse, pense que seu bebê
precisa de seu leite, descanse, se alimente bem, controle a ansiedade,
tome muita água e reserve pelo menos 48 horas para praticar o contato
pele a pele com seu bebê. Peça ajuda dos familiares para que você
consiga se disponibilizar por completo para amamentá-lo. Faça sling,
durma com o bebê SIM, dê o maior amor que você tem... O resultado logo
aparecerá : O leite voltará com força e muito rapidamente. Acredite!
Outras condições que podem diminuir a produção de leite (mas não de uma hora para outra):
- Pega e posicionamento incorretos;
- Hipotireoidismo na mãe;
- Introdução de fórmulas infantis e mamadeiras – Confusão de bico e preferência de fluxo;
- Medicações agonistas dopaminérgicas;
- Bebê que dorme muito durante as mamadas;
- Pular mamadas
- Intervalo muito grande entre as mamadas
- Utilização de conchas durante a noite;
- Uso de sutiã muito apertado;
- Não esgotamento das mamas;
- Fadiga materna;
- entre outras....
Então
mamães, fiquem atentas a estas condições e não deixem que nada
atrapalhe a prática de amamentação. Lembre-se de que você é a única
fonte de suprimento nutricional e emocional de que seu bebê precisa nos
primeiros meses de vida.
Fonte: Medcenter -

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